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Esconder

“Fugi de mim sem saber Enquadrei-me para pertencer E deixei de viver O que faz sentido ser. (Paulinha – 16 de agosto de 2019)

... contra-pontes ...

existe apenas uma ponte sobre o rio seco. mas foram duas nos tempos de águas correntes. pontes não duram. e a água, um recurso finito, evapora rapidamente. ainda tenho sede de ti, amor.

Desvendar

“Quem disse que seria fácil? Sentar aqui e falar de você. Quem disse que seria sem dor? Abrir, reviver e entender. Quem disse que seria simples? Concluir que acabou. Quem disse que seria certo? Sabemos do começo, mas é impossível prever o fim. Quem disse que não seria profundo? Somente se você não se entregasse por inteiro. Desvendar cada recanto da alma Uma conquista De poucos.” (Paulinha – 14 de agosto de 2019)

... só se fosse ...

sou seu, tanto quanto você jamais foi minha, e sempre questiono como seria caso eu não estivesse com outra e você não vivesse sozinha.

... prosa em fantasia ...

o dia não acabou e as cartas se acumulam, empilhadas sobre a escrivaninha. no escuro, com a vista cansada, luto contra a dor de dedos estressados. é o seu nome que aos milhares inundam minha imaginação, mesmo eu não sabendo mais quem você seja.

Sobreviver

“Abster-se De amar. Congelar O sentir. Refugiar A dor. Isolar O medo. E Consertar A alma. ” (Paulinha – 01 de agosto de 2019)

Se

“Se eu tivesse a resposta Não lhe perguntaria. Se eu tivesse percebido Não tinha caído de tão alto. Se eu soubesse que seria assim. Não teria atravessado a sua porta. Se pudesse prever que seria tão rápido Não teria recebido sua chave. Se eu pudesse Não teria me apaixonado.” (Paulinha - 12 de julho de 2019)