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Por entre véus

Abre espaço entre os véus que nos separam Veja se realmente pode me ver (e não simplesmente me enxergar). Consegue entender o que sou? Repare em meu semblante Há mais do que um simples olhar. Consegue entender o que tenho para dizer além das palavras? Vamos, Eu sei que pode Basta ouvir com o coração. Vai Espero você. (Paulinha – 31 de agosto de 2018)

Destino

Arranca da terra a sua força Afasta o cabelo de seus olhos Enxuga o suor de sua testa Ergue seu corpo E vai. O destino é o traçado Único e supremo De nossas próprias mãos. (Paulinha – 28 de agosto de 2018)

... amor de graça ...

coloquei o amor, com água, no liquidificador e o que saiu de lá impressionou pela refrescância e a tonalidade anil. servi tudo em pequenas canecas de metal e distribui por aí, nas saídas movimentadas do metrô.

... tristeza amiga ...

demitida há tempos a tristeza ronda ainda. diz que gostava do trabalho e que é impossível sobreviver com o seguro desemprego. sempre invento uma pequena desculpa e fujo. mas a vaga continua desocupada e, tenho que confessar, sinto sua falta.

Risco

O risco Calculado e medido Ainda será um risco Pode gerar dano. E nunca estará no controle. (Paulinha – 19 de junho de 2018)

Acabou

Não me fale do que não sabe Há mais disso em mim do que em você Se duvida da minha percepção Enfrente-a. Olhe o que tenho nas mãos Nada em mim lhe pertence Nunca pertenceu Se não soube aproveitar Entenda Você perdeu. Não tente agora consertar O que quebrado ficou Compreenda A oportunidade se foi Não está mais com você Simplesmente acabou. (Paulinha - 15 de junho de 2018)

Atrás

Queria poder vagar em paz Sem os fantasmas da desconfiança Sem o medo da decepção Sem o som de sua traição. (Paulinha – 04 de junho de 2018)