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... anos bye ...

sim, vejo os anos que brincam despreocupados lá fora, correm atrás das folhas lançadas ao vento. não são meus, nem seus, esses anos. os nossos, já se passaram.

... canyon ...

a pequena fenda desmoronou sobre o abismo e eu acelerva em queda livre de encontro ao fundo seco do canyon. foi tudo muito rápido. com a mente, impedida de processar o que ocorria, tive tempo tão somente para uma última inspirada de ar, antes de fechar os olhos e gritar o seu nome.

... cem anos sem despertador ...

cem anos depois você apareceu repentinamente em meus sonhos, arrancou lágrimas do meu coração com um beijo carregado de saudades e desceu à rua só para guardar sua bicicleta. como piada do destino, o despertador me acordou antes que você tivesse retornado finalmente!

... chuvas frias ...

jamais senti chuva como a sua. gotas frias que escorrem sobre o meu corpo e paralisam os sentidos. ventos secos que roubam minha energia, e soterram meus sonhos, fundo, na lama. são chuvas como a sua que eu sinto falta nos tristes verões.

Desconhecido

"Sentei do chão para encará-lo. Se éramos desconhecidos, Deveríamos deixar de ser. Não o toquei. Ele não me olhou. Ficamos em silêncio longo tempo. Mirei-o com delicadeza Minha mensagem era simples: Iremos juntos, é inevitável. Seus olhos se voltaram para mim. Sem reprovação. Sem nenhuma palavra. Mas era o suficiente. Carreguei o desconhecido no colo E tomei nosso caminho." ( Paulinha – 24 de julho de 2017 )

... sem termômetro ...

não há fogueira quente o suficiente, ou sol forte de verão que supere o conforto do seu abraço ou a intensidade do seu olhar.

... sim ...

em outros tempos sem todo aquele medo e desconforto, um "não" valeria algo como uma licença poética, uma saída honrosa, até. mas o "sim"... ah o "sim", trouxe a nossa ruína.