incrível como esse sorriso, solitário na escuridão, explode luminoso dentro do meu peito e me faz seguir, cegamente, em direção ao mar infinito.. da lua, obviamente! não o seu; que se esconde, há tempos, por trás de fracos erros rascunhados em papel kraft; não meus. não seus... mas de ambos!
Fui com o vento do balanço Do céu ao chão. Em cada passagem, um toque na grama, E uma visão do céu azul daquele dia. 31 de dezembro de 2014. Um ano de pouco tempo. Muitas tarefas E momentos de bastante isolamento. Não me fechei. Deixaram-me. Deixaram-me com a ação. Deixaram-me com a decisão. Deixaram-me com a tarefa. Deixaram-me com a certeza De que no fim, Somos sós. Meus pés foram mais uma vez ao céu. Não distribuo culpas. As opções foram minhas E sou absolutamente responsável por elas. Passei um ano sem entender. A grama e o céu. Passei um ano Sem sentir O prazer de estar ao lado daqueles que amo E Com a certeza de que carreguei mais em meus ombros do que devia. De volta ao chão. Rumo ao céu.
conseguem ver, tão somente, as folhas secas presas dentre as grades de metal. não há ferrugem, não há vento de inverno, não hei de limpar o caminho. (b. - 14/03/15)
em silêncio, chamo pela tempestade que irriga o solo e purifica o lado escuro das montanhas. vejo como bem vinda a chuva que hidrata sua pele carente, porém condeno aquelas gotas que, pretenciosas, tentam disfarçar as lágrimas sujas sobre o meu rosto. (b. - 13/03/15)