haveria outro dia se a luz tivesse reaparecido por detrás das montanhas. haveria outro dia se as montanhas continuassem eternamente plenas e belas no horizonte. apenas haveria outro dia, enfim, se você assim quisesse! (b. - 02/10/2014)
mortas, as linhas corridas sobre o pedaço de papel secam rapidamente, frias e escuras. a paixão e a alegria, coaguladas, estão presas bem fundo aqui no frasco de tinta. (b. - 02/10/2014)
os meus sentimentos escrevo em rimas. com estrutura fraca, sem parágrafos ou pontuação, e ainda possíveis erros gramaticais. mas meus sentimentos, penso em rimas. desconexas, frágeis, perdidas no tempo, frias... e os meus sentimentos, ah... os meus sentimentos, tristes como são, nem nos poemas se definem, se entendem. meus sentimentos sem você, não rimam. (b.- 30/09/2014)
há tempos que nado em círculos na velha banheira. os braços doloridos, mantém o rítmo frenético, e mesmo com o ralo aberto, a água morna se nega a fluir para o oceano. (b. - 12/05/2014)
o ventilador, solitário, afasta para longe inúmeras folhas de papel rabiscadas e amassadas. são meus sonhos e sentimentos, meus pecados e meus lamentos. é todo o meu sofrimento, em linhas simples onde lê-se meu nome e o seu. (b. - 19/03/2014)
Não encontrei a saída. Fiquei presa no labirinto de minhas próprias ideias Sufocada pela angústia de minhas percepções E amarrada pela solidão de minha visão cega. Sentada no chão frio de meu mundo abstrato, Segui refletindo sobre o que faria com tudo aquilo O que eu tinha de fato em mãos? Ideias Angústia Solidão? Apoiei a cabeça na parede Olhei para o os corredores vazios E apertei meu peito com meu próprio abraço. Era uma tentativa de aplacar a dor. De ser acolhida e confortada. Não encontrei a saída. E não encontrarei. O labirinto da alma não é espaço a ser salvo. Cada um tem o seu. E nele Estamos todos presos. (Paulinha - 20 de fevereiro de 2014)