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Breve

Não me pergunta que caminho é esse Pois não sei dizer. Não escolhi o amor, Fui escolhida. (Paulinha - 28 de janeiro de 2011).

Mãos Dadas

Caminhamos pela praia deserta Era uma manhã fria de inverno A água gelada às vezes alcançava nossos pés E o silêncio de nossas vozes Guardou cada passo de nosso trajeto Por vezes, olhávamos nos olhos E a cada encontro, um sorriso. Nossos dedos entrelaçados Aqueciam nossas mãos unidas E confiantes, Seguíamos rumo ao destino de nossa união. (Paulinha - 14 de janeiro de 2011)

Ano Novo

É inevitável negar: O tempo de nossas vidas é marcado. Somos, sim, reféns das datas: Nascimento Aniversário Feriados (Carnaval, Páscoa, Natal) Início (primeiro dia de aula, primeiro dia de trabalho, primeiro dia do ano). E, com elas: sofremos, alegramo-nos, choramos, rememoramos, prometemos. Não importa a marca. Se ela existe, Cabe a nós usá-la da melhor forma: Aceitemos o perdido. Se algo se foi, é porque não deveria mais fazer parte de nossas vidas. Enterremos os mortos. Presente que vive passado, nunca será presente, Será sempre passado. Consagremos as conquistas, É nelas que reside a força que nos moverá para o futuro. E alegremo-nos com o recomeço, Pois é no marco zero No dia 1º de janeiro Que Definitivamente: Recomeçamos! (Paulinha - no fim de 2010)

Natal

Acordei cedinho Todos dormiam Desci a escada rapidamente A mesa de jantar ainda estava com a toalha da ceia E as luzes da árvore de Natal permaneciam acesas. Sentei na ponta do sofá e esfreguei o vidro da janela com o punho das mãos Chovia forte lá fora Mal enxergava o outro lado da rua Voltei o rosto para a sala e respirei profundamente ao me deparar com a árvore Caminhei até ela e toquei levemente os galhos altos. Estava presa em meus pensamentos Quando ouvi um pequeno murmurinho Um som infantil e abafado Girei o corpo em meu próprio eixo e examinei a sala Estranho Aparentemente eu estava sozinha. Antes que eu pudesse voltar a meus pensamentos Fui interrompida pelo mesmo som Tornei o corpo na direção da sala de jantar E percebi uma sombra embaixo da mesa Deixei os chinelos de lado e caminhei lentamente até o esconderijo de meu intruso Estava tão entretido que nem percebeu minha movimentação. Hesitei: que estaria ali? Flexionei as pernas rumo ao chão e toquei levemente a toalha Afaste...

* final de ano *

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a todos os queridos amigos, um otimo final de ano. que 2011 seja repleto de alegria e realizacao. colocamos um link no canto direito do blog para acesso do arquivo digital do livrinho que publicamos recentemente com uma coletanea dos textos postados durante o ano. espero que gostem. temos ainda alguns exemplares impressos, caso se interessem. voltamos com a programacao normal apos as festas e um merecido descanso. paz.

O meu amar

Sempre amei intensamente E não poderia ser de outra maneira Se diferente, Não seria eu, Não faria parte da minha alma. Se diferente, Não seria amor, Não faria parte do meu coração. (Paulinha – 10 de dezembro de 2010)

... relojoeiro ...

o dia, simplesmente, passou... ingênuo, pensei que, apenas dessa vez, seria diferente. (b. - 23/11/2010)