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... viagens ...

até certo ponto, várias seriam as nossas viagens. (b. - 04/08/2010)

... ciclo ...

às quintas gostava de sentar sobre o velho tronco, no extremo sul do vale, para secar ao sol. sua boca rachava... a pele descamava, e o sangue corria mais grosso nas veias. às vezes assistia ao balé das folhas, já amareladas pela proximidade do outono; ou acompanhava o vôo triste, sem direção, dos tucanos e pica-paus. a noite caia. e, com ela, sua energia. (b. - 04/08/2010)

... beijos ...

quatro centos e trinta e oito beijos seus apenas nesse último mês. mas, enfim... quem está contando? (b. - 03/08/2010)

O que faço?

O que faço com todo esse amor? Entrego para outro? Mas ele nasceu para caber no seu abraço. O que faço com todo esse desejo? Deixo queimar meu corpo? Mas ele nasceu para dar frutos. O que faço com a dor da sua ausência? Permito que leve minha alma? Mas ela não merece punição por amar. O que faço eu com a saudade Que sufoca meu coração E me tira a vontade de viver? ( Paulinha – 26 de julho de 2010 )

... escorregada ...

curioso como nunca refleti sobre o motivo pelo qual, ao sair do escritório, escorrego no piso de pedra molhado. talvez seja o solado do sapato... ou, no fundo pura distração. mas o fato é que isso ocorre todas as vezes, e eu nunca fiz algo para mudar. (b. - 19/07/2010)

Eu te amo

Eu te amo Desde o dia que acordei para o amor Eu te amo Desde o instante que me encontrou Eu te amo Desde o momento que descobri você Eu te amo Desde início de tudo Da criação E do fim. Eu te amo Para sempre. (Paulinha - 05 de julho de 2010)

... dona carminha ...

dona carminha, senhora de finos tratos, bastante preocupada com o futuro de sua filha assim como sua mãe, e sua avó antes dela comentava, apontando... minha querida, tome muito cuidado com rapazes, como esse, rebeldes e abrutalhados que arrastam em motos grandes e barulhentas seus corpos pintados. em breve, quando a hora chegar, um ótimo pretendente você irá encontrar. elegante e educado, talvez até advogado, como o rapaz bem vestido do terceiro andar. a filha, nova de tudo embora não tão menina conhecia bem a mãe que tinha e não ousava contrariar. mas a vontade era grande em dizer, meio que com desdém que o jovem advogado, de terno e olhar serenos, tão querido e venerado, era aquele sobre a motocicleta de rosto escondido pelo capacete escuro e corpo inteiramente tatuado. (b. - 05/07/2010)